Conhecimento não é descartável


O conhecimento pode ser descrito como o conjunto de todo conteúdo adquirido por um indivíduo, acrescido de suas interpretações e correlações que, aliás, acontecem de forma muito particular na mente de cada um.
A quantidade de conhecimento que geramos é diretamente proporcional à quantidade de informações que recebemos diariamente, e também à nossa capacidade de gerar as conexões do que chega de novo com o que já sabemos e já experimentamos anteriormente.

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Quais são os fatores chave de sucesso de um profissional?


Quando uma empresa avalia o portfólio dos seus produtos e o resultado do seu negócio, a pergunta acima é essencial para entender o que é chave para ter sucesso. Se esta pergunta é tão importante para uma empresa analisar os seus resultados, porque não usar este mesmo critério para analisarmos a nossa vida profissional? Tenho sempre falado que a carreira de uma empresa é muito semelhante à carreira de uma pessoa. Tem que ter objetivo, estratégia, desenvolver um bom produto, sempre renovar e inovar. É uma pena que a maioria das pessoas não faz essa analogia entre a carreira da empresa e dos indivíduos. Certamente poderíamos aprender muito com esta comparação, e ajudar no nosso planejamento profissional.

Na consultoria, quando queremos analisar ou fazer “assessment” de um profissional, procuramos analisar essencialmente quatro áreas críticas. A primeira delas é relacionada com a Carreira e Histórico Profissional. A segunda área tem a ver com o Resultado deste profissional, através do seu histórico de avaliação de desempenho. A terceira área está relacionada com as Competências e Potencial para o futuro. Por último e não menos importante, o Comportamento deste profissional. Obviamente que dentro de cada um destes blocos podem ser usadas várias ferramentas e instrumentos para apurar melhor esta avaliação.

Carreira e histórico profissional

 Assim como um negócio ou um produto, é muito importante que um profissional analise com cuidado o seu histórico profissional e os resultados obtidos ao longo da sua carreira. O que este profissional tem feito e que tem dado certo, e colaborado para que o negócio prospere. Quais os aprendizados gerados ao longo da carreira, que têm ajudado na evolução e no aperfeiçoamento profissional. Assim como os fatores de sucesso, é importante analisar também os eventuais erros, fracassos ou insucessos, para que estes não se repitam novamente no futuro. Uma análise bem feita deste histórico pode revelar muitas informações importantes para o planejamento futuro.

Resultado e avaliação do desempenho

Outro fator chave de sucesso é um mergulho no histórico profissional com relação ao desempenho e os resultados obtidos nas diversas funções realizadas. Quais foram os resultados mais impactantes e que benefícios trouxeram para a organização. Quais foram as áreas de maior destaque do profissional que o tem diferenciado ao longo da sua carreira. Novamente como um produto, se este está vendendo bem e gerando lucro, naturalmente a empresa vai querer investir mais para que traga ainda mais resultado. Se fizermos uma analogia é o mesmo que acontece com as pessoas. Se um indivíduo desempenha bem o seu trabalho, produz resultados consistentes, e demonstra potencial de crescimento, naturalmente a organização vai querer investir mais, para que ele produza mais e melhores resultados no futuro.

Competência e potencial para o futuro

Esta é uma outra área essencial quando avaliamos um produto ou negócio. Quanto de resultado este produto está trazendo para a empresa, e quanto potencial ele tem para continuar crescendo. Se pararmos para pensar, isso também vale para nós profissionais. Quanto que uma pessoa agrega de valor para a organização através das suas competências, que se traduzem na execução através do desempenho e seu resultado. Além disso quanto que esta pessoa demonstra ter de potencial para continuar produzindo e trazendo proveitos no futuro.

Comportamento e atitude

Este talvez seja o elemento essencial que nos diferencia dos produtos de uma empresa. É o fator primordialmente humano que reflete os nossos valores, princípios e ética no trabalho. As organizações hoje estão mais preocupadas com o comportamento das pessoas do que muitas vezes com as suas competências. Temos visto vários exemplos de insucesso e fracasso das empresas devido ao comportamento dos seus executivos, do que o resultado do próprio negócio. O ativo mais importante das organizações é a sua Reputação. Com certeza, por este motivo, as empresas estão cada vez mais preocupadas em assegurar que os seus profissionais atendam a estes requisitos. Atitude é tudo na vida, e ter profissionais éticos e íntegros é assegurar as boas práticas de gestão na organização.

Felipe Westin é Diretor Executivo da Westin Desenvolvimento de Pessoas. Economista com MBA em RH pela USP/FIA e com mais de 40 anos de experiência em RH e Negócios. Foi por 20 anos Diretor de RH da Bristol Myers Squibb e Monsanto. Foi Diretor de RH da Monsanto nos Estados Unidos. Trabalhou como Executivo em empresas como Braskem, Alcoa, Dow Química. Foi Presidente do Conselho da ABRH-SP, onde atualmente é membro do Conselho. Autor do livro: Administração de Salários por Desempenho.

Confira outros artigos de Felipe Westin em: http://westinrh.blogspot.com.br.

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Gestão de Competências

Por que é importante investir na gestão de competências durante toda a trajetória do profissional dentro da organização? Confira a resposta no depoimento de Augusto Gaspar, diretor de soluções consultivas da MicroPower

Quando o profissional de RH inicia um processo de recrutamento e seleção, ele utiliza diferentes técnicas para encontrar os melhores talentos para sua organização. Uma dessas técnicas é a entrevista por Competência e Comportamentos, destacada por Felipe Westin, especialista com 40 anos de experiência em RH e Negócios e diretor executivo da Westin Desenvolvimento de Pessoas, em seu artigo Entrevista por Competências: dicas para o sucesso!, publicado pelo site do Instituto Learning & Performance Brasil.



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Influência e ação, o mote da nova gestão da ABRH-Brasil


Depois de ocupar a vice-presidência da ABRH-Brasil por duas gestões consecutivas (2010 a 2015), Elaine Saad iniciou, no dia 1º, sua trajetória à frente da maior entidade de Recursos Humanos do país com um propósito desafiador: aumentar a influência e a ação não apenas da ABRH-Brasil, como da área de Recursos Humanos nas empresas do país. Confira nesta entrevista.

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Sistemas de Remuneração que apoiam o Negócio


Existem vários modelos de sistemas de Remuneração que podem ajudar nos resultados do negócio. Basta utilizar estes sistemas de forma estratégica, desenhando-os de tal forma, que estimulam as pessoas na produção de determinado resultado. Por exemplo. Se a empresa deseja aumentar as Vendas, um programa de comissão, prêmio, etc sobre as Vendas certamente produzirá os efeitos desejado.

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Aprendizado na medida certa

Atividades mudam e a força de trabalho também; por isso, invista em formação personalizada

Para atender ao novo perfil do consumidor, as empresas perceberam que precisariam inovar em seus serviços e produtos, pois oferecer mais do mesmo a todos não iria funcionar por muito tempo. Assim, elas passaram a investir em customização – palavra de ordem na economia atual, na qual tudo é feito de acordo com o que o cliente precisa e deseja, do café ao carro, da casa ao pacote de viagem.

O aprendizado acompanha o mesmo ritmo, muito por conta das novas necessidades da força de trabalho. Aquilo que antes era totalmente aplicável em sala de aula, hoje já não cabe mais nesse espaço por inúmeros motivos, que vão desde fatores comportamentais a impactos gerados pelas evoluções tecnológicas.




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Cuidando do seu maior patrimônio: a reputação


Nestes últimos tempos tenho refletido muito sobre o que é mais importante para as pessoas, organizações e Países. A palavra que vem a minha mente é: Reputação. Algo tão difícil de se construir, mas muito fácil de se destruir ou construir pelo lado negativo. As pessoas de um modo geral cuidam mal desta pequena palavra, que representa muito. Aliás as organizações e os Países também.

Quando eu era Diretor da Monsanto houve o acidente na Union Carbide, em Bophal na Índia. Muitas pessoas morreram nesta cidade fruto do vazamento de produtos químicos. A Carbide, uma empresa multinacional gigante, nunca mais se recuperou e anos mais tarde foi incorporada pela Dow Chemical. Outro exemplo de empresa que perdeu a sua reputação, foi a Arthur Andersen. Esta consultoria se viu envolvida no escândalo da Eron, e sucumbiu sendo posteriormente incorporada pela Accenture. Existem vários exemplos de grandes empresas que, por alguma razão, acabaram perdendo a sua respeitabilidade de boa empresa, e desapareceram do mapa.

Neste momento, nos noticiários do Brasil, vemos várias empresas envolvidas em escândalos como a Petrobras, e muitas Construtoras como a Camargo Correa, Odebrecht, etc. cujas reputações foram fortemente abaladas pelo mal comportamento dos seus dirigentes. Ninguém pode avaliar agora o quanto elas serão afetadas, porém já perderam grandes valores no mercado pela queda de preço das suas ações. Empresas grandes que até então eram consideradas altamente confiáveis, com notabilidade positiva pelos seus resultados, etc., Apesar de todos os seus ativos e resultados financeiros, têm grande chance de desaparecerem, ou reduzirem o seu tamanho, como nunca se poderia imaginar.

Outro exemplo atual é a crise na Grécia. A Argentina e o próprio Brasil já passaram por situações semelhantes. Países que, por mal gerenciamento dos seus governantes, gastaram mais dinheiro do que podiam. Portanto levaram o País a um alto nível de endividamento e perderam a sua capacitada de pagar as suas dívidas. Ao darem calote por não honrarem os seus compromissos, obviamente perdem a sua reputação de País confiável, portanto perdem a sua capacidade de obterem crédito no mercado. Numa linguagem popular são Países quebrados, e ninguém confiará mais neles.

No campo político temos vários exemplos de pessoas no Brasil que estão ou estiveram envolvidas em escândalos, ou corrupção, que acabaram presos ou tendo os seus direitos políticos cassados. Essas pessoas comprometeram os seus nomes e dificilmente poderão seguir na sua vida política. Ninguém confiará nesses indivíduos que se envolveram com mal feitos. Essas pessoas muitas vezes contavam com a impunidade, e nunca imaginavam que poderiam se ver envolvidos e denunciados por corrupção, etc.

Até na área do esporte, recentemente tivemos os escândalos da FIFA. Vários dirigentes que até então achávamos confiáveis, foram pegos em atividades de corrupção e certamente nunca mais poderão voltar a dirigir uma entidade como essa. Portanto abriram mão da reputação de bons dirigentes, confiáveis e honestos.

Acima vimos vários exemplos de situações de Países, Organizações, Políticos, etc. onde por envolvimento em atos de corrupção, mal gerenciamento, ou mal feitos perderam a sua honra perante a sociedade. Leva-se anos para construir uma imagem idônea, mas em poucos minutos é muito fácil perde-la. Está na hora das pessoas refletirem sobre isso. Não existe cidadão, organização ou País que tenha sucesso, se não agir dentro da lei, e dos valores universais de honestidade e ética.
O maior patrimônio de uma organização, ou das pessoas está na sua reputação. Na sua história ao longo da sua vida. A Reputação é como uma caderneta de poupança onde ao longo dos anos vai se depositando créditos adquiridos pelas atitudes, ações e comportamentos, que nos fazem ter uma boa imagem perante a sociedade.

No trabalho, ser profissional é construir ao longo da carreira um renome de quem faz as coisas de forma correta, dentro da lei e dos princípios morais de uma sociedade. O dinheiro é apenas uma consequência do nosso trabalho e não um objetivo em si próprio. Portanto, não vale tudo para se ter sucesso. É muito bom ser reconhecido pela sociedade, como um bom cidadão ou cidadã, que age em prol do bem coletivo. É desta forma que se constrói uma grande empresa, ou uma nação.

Felipe Westin é Diretor Executivo da Westin Desenvolvimento de Pessoas. Economista com MBA em RH pela USP/FIA e com mais de 40 anos de experiência em RH e Negócios. Foi por 20 anos Diretor de RH da Bristol Myers Squibb e Monsanto. Foi Diretor de RH da Monsanto nos Estados Unidos. Trabalhou como Executivo em empresas como Braskem, Alcoa, Dow Química. Foi Presidente do Conselho da ABRH-SP, onde atualmente é membro do Conselho. Autor do livro: Administração de Salários por Desempenho.

Confira outros artigos de Felipe Westin em: http://westinrh.blogspot.com.br/.
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A nova onda dos Vídeos


O uso de filmes e vídeos em treinamento não é algo novo. Lembro com saudades das aulas com filmes que tive quando cursei o segundo grau, no fim da década de 1970. Saudades não pelo seu conteúdo, mas sim pela diversão – éramos levados a uma sala de cinema, onde fazíamos mais bagunça do que aproveitávamos os filmes didáticos que eram apresentados. Na época, isso era uma grande novidade, principalmente porque dependia de recursos caros: um cinema equipado e com profissionais especializados.

A primeira explosão da utilização de vídeos como recurso didático ocorreu em meados da década de 1980, com o barateamento e a simplificação dos equipamentos de gravação e reprodução. Os filmes podiam ser levados para qualquer sala de aula, sem a necessidade de grandes recursos e complicações. 

Poucos anos depois nasciam os CBTs, os treinamentos baseados em computadores, que eram vistos erroneamente como substitutos dos meios de treinamento tradicionais, e por essa razão incorporavam todo material didático existente (incluindo os vídeos) nos seus CDs. A ideia era possibilitar uma experiência próxima da sala de aula, e assim, muitos CDs de treinamento traziam aulas gravadas com professores de carne e osso. 

Com a chegada do modelo e-Learning como conhecemos hoje, que baseado em ferramentas on-line altamente dependente de recursos de transmissão de dados, vimos uma grande limitação para a utilização plena de vídeos. Para se transmitir vídeos com qualidade, de forma fluída e sem engasgos, são necessárias conexões de alta velocidade, além de tecnologias que permitam que o vídeo seja enviado e assistido sob demanda. 

Hoje estamos assistindo à uma segunda explosão na utilização de vídeos em treinamento. As velocidades de internet disponíveis em nosso país estão chegando a valores propícios, e a tecnologia em ambas as pontas (os servidores de um lado, e o equipamento dos usuários do outro) já não é complicada e tão cara. O streaming de vídeo possibilita a disponibilização de conteúdos longos sem que seja necessário esperar pelo download. Hoje pode-se disponibilizar bibliotecas inteiras em vídeo, com custo e qualidade excelentes.

No aspecto didático, as vantagens da aplicação de vídeos nos treinamento on-line, sejam técnicos ou comportamentais são evidentes. Em treinamentos para utilização de equipamentos, ou de execução de procedimentos, pode-se mostrar o passo-a-passo como deve ser na vida real. Pode-se criar situações que espelham a realidade e inspiram, como depoimentos e entrevistas. É possível utilizar vídeos para se capturar e disponibilizar o conhecimento de especialistas, o que seria muitas vezes impossível utilizando-se materiais didáticos tradicionais.

Embora as vantagens da aplicação de vídeos em treinamento sejam muitas, eles não são a solução para todos os casos. As animações, por exemplo, continuam imbatíveis nos temas intangíveis e nas metáforas. Não podemos, também, perder de vista os recursos de aprendizado informais, assim como as bases de conhecimento e as ferramentas colaborativas. 

E então, como podemos aproveitar essa nova onda dos vídeos? O primeiro passo é avaliar sua aplicabilidade a cada conteúdo. Quanto maior a necessidade de demonstrações e explicações de tarefas, maior a aplicabilidade. Sua utilização também é indicada nos casos em que se necessita de uma produção rápida e de baixo custo. Ao se entrevistar um especialista, por exemplo, ou acompanha-lo em suas atividades, captura-se em poucos minutos um conteúdo que levaria horas (ou dias) para ser formatado. 

O custo e a velocidade desse recurso é extremamente atraente. Vale a pena experimentar e encontrar as melhores aplicações em sua empresa! 

Augusto Gaspar
Diretor de Soluções Consultivas

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